Programação que une tecnologia, inovação, conhecimento, cultura e negócios.
Aveiro prepara-se para receber, de 16 a 22 de novembro, a 7.ª edição da Aveiro Tech Week, uma semana que transforma a cidade num espaço de encontro entre tecnologia, inovação, conhecimento, cultura e negócios.
A Aveiro Tech Week vem consolidando uma vocação que a cidade construiu ao longo dos últimos anos: a de ser um território onde empresas, universidades, startups, empreendedores, investigadores e poder público conseguem encontrar-se para discutir, e, sobretudo, experimentar novas soluções para o futuro.
Em 2026, essa vocação ganha uma dimensão ainda mais internacional.
Uma semana que coloca Aveiro no mapa da inovação
A Aveiro Tech Week nasceu da articulação de diferentes iniciativas ligadas à tecnologia, à cultura e à criatividade e, ao longo das suas edições, foi ampliando o seu alcance.
Na edição de 2024, por exemplo, mais de 50 produtos e soluções tecnológicas foram apresentados ao público, enquanto workshops reuniram cerca de 400 participantes. A programação colocou em destaque áreas como microeletrónica, cibersegurança, mobilidade autónoma, sustentabilidade, tecnologia de dados e redes quânticas.
Em 2025, a semana voltou a reunir milhares de participantes em dezenas de atividades abertas à comunidade, com conferências sobre temas como microeletrónica, cibersegurança, comunicações quânticas e defesa, além de programação de gaming e iniciativas educativas ligadas à ciência e à tecnologia.
É justamente essa diversidade que ajuda a explicar a relevância do evento.
A tecnologia não aparece isolada. Ela cruza-se com educação, indústria, cultura, empreendedorismo, sustentabilidade e com os desafios concretos das cidades.
A própria organização apresenta a Aveiro Tech Week como uma semana dedicada a reforçar o posicionamento de Aveiro como epicentro da rota tecnológica e como polo de atração para as indústrias tecnológicas e criativas.
Uma cidade que funciona como laboratório
Uma das características mais interessantes da Aveiro Tech Week é a relação entre tecnologia e território.
Ao longo das diferentes edições, a cidade deixou de ser apenas o cenário das atividades para assumir um papel ativo na experiência. Exposições, instalações, demonstrações, hackathons, workshops e experiências tecnológicas ocupam diferentes espaços e aproximam inovação e vida quotidiana.
Essa lógica é especialmente importante quando se fala em cidades inteligentes.
A inovação deixa de ser apenas aquilo que acontece dentro de uma empresa ou de um laboratório e passa a ser aquilo que pode ser testado, discutido e aplicado no território.
Mobilidade, conectividade, sustentabilidade, energia, dados, segurança e novas formas de interação com os serviços públicos passam a fazer parte de uma mesma conversa: como queremos que sejam as cidades onde vamos viver nos próximos anos?
É também por isso que a Aveiro Tech Week consegue aproximar públicos diferentes.
Há espaço para quem trabalha diretamente com tecnologia, para startups e empresas, para investigadores e estudantes, mas também para quem simplesmente quer descobrir o que está a mudar e experimentar novas possibilidades.
2026 o Cais do Porto traz o Brasil para o centro da programação
É neste contexto que surge uma das novidades mais relevantes desta edição.
No dia 16 de novembro, a Aveiro Tech Week terá um Dia do Brasil, com programação especial sob curadoria do Cais do Porto e do Porto Digital, em parceria com a Câmara Municipal de Aveiro.
A escolha não acontece por acaso.
Nos últimos anos, Aveiro tornou-se um ponto estratégico na aproximação entre os ecossistemas de inovação do Brasil e da Europa. A relação entre a cidade e o Porto Digital ganhou uma dimensão concreta com a criação do Cais do Porto, unidade de internacionalização do Porto Digital em Aveiro, pensada para apoiar empresas brasileiras na entrada no mercado europeu e aproximar negócios, universidades, instituições e redes dos dois lados do Atlântico.
Em 2025, essa conexão ganhou ainda mais força.
Durante o Brazil Tech Days, realizado em Aveiro, a Câmara Municipal destacou a evolução da parceria entre Aveiro e o Porto Digital e o crescimento do número de empresas brasileiras que passaram a utilizar a cidade como base para a sua expansão internacional. Naquele momento, 14 novas empresas brasileiras estavam integradas no Programa de Internacionalização do Cais do Porto.
O que está a acontecer, portanto, é maior do que a realização de eventos conjuntos.
Está a formar-se uma ponte permanente entre ecossistemas.
O papel do Cais do Porto: transformar conexão em oportunidade
É justamente aqui que a presença do Cais do Porto na Aveiro Tech Week ganha significado para, sobretudo, a comunidade brasileira.
O Cais do Porto nasceu com uma missão clara: funcionar como ponte para o intercâmbio de conhecimento, cultura e oportunidades de negócios entre Brasil e Europa, apoiando empresas brasileiras no processo de internacionalização.
Mas uma ponte só faz sentido quando existe movimento nos dois sentidos.
Por isso, a atuação do Cais do Porto não se limita a receber empresas brasileiras em Aveiro.
O trabalho passa por criar conexões com empresas, universidades, investidores, instituições e outros atores do ecossistema europeu; facilitar o acesso a mercados; promover encontros; criar agendas de cooperação e transformar relações institucionais em oportunidades concretas de negócio.
É uma atuação que combina softlanding, internacionalização, networking e construção de ecossistema.
Nos últimos meses, essa estratégia também se refletiu em iniciativas como o programa Conexão Luso-BR, que aproxima startups brasileiras e portuguesas e utiliza o Cais do Porto e o Porto Digital como estruturas de apoio à internacionalização.
O Dia do Brasil na Aveiro Tech Week é, portanto, mais um capítulo de uma relação que já está em movimento.
Uma rota que começa em Lisboa, passa pelo Recife e chega a Aveiro
O calendário de novembro de 2026 torna essa conexão ainda mais interessante.
O Web Summit acontece em Lisboa de 9 a 12 de novembro, reunindo startups, investidores, líderes empresariais e profissionais de tecnologia de diferentes partes do mundo.
No Brasil, o REC’n’Play acontece de 11 a 14 de novembro, no Bairro do Recife. Organizado pelo Porto Digital, o festival transforma o centro histórico da cidade num espaço aberto de aprendizagem, criatividade, tecnologia, negócios e conexão.
Dois dias depois, começa a Aveiro Tech Week.
Vista isoladamente, cada iniciativa já tem a sua própria relevância.
Vistas em conjunto, elas revelam algo maior: uma sequência de encontros entre ecossistemas que estão a produzir conhecimento, negócios, talento e novas soluções em diferentes pontos do Atlântico.
Para empresas brasileiras interessadas na Europa, essa proximidade temporal cria também uma oportunidade concreta de ampliar a agenda de relacionamento.
Depois de Lisboa e Recife, Aveiro apresenta-se como outro ponto de encontro.
E é justamente aí que a presença do Cais do Porto se torna estratégica: conectar a inovação brasileira às oportunidades que existem em Portugal e, a partir de Aveiro, ao mercado europeu.
Por que isso importa para empresas brasileiras?
Internacionalizar uma empresa de tecnologia não significa simplesmente abrir uma morada em outro país.
Existem questões fiscais, regulatórias, comerciais, culturais, de contratação, posicionamento e acesso a mercado que precisam ser compreendidas antes de uma expansão acontecer.
É uma das razões pelas quais ecossistemas de apoio são tão importantes.
O Cais do Porto foi criado precisamente para reduzir essas barreiras e oferecer às empresas brasileiras uma entrada mais estruturada no mercado europeu, com acesso a redes de contactos, oportunidades de negócio e apoio para uma expansão gradual.
Aveiro acrescenta a esse processo um ecossistema particularmente interessante.
A cidade reúne Universidade, centros de investigação, empresas tecnológicas, indústria e iniciativas públicas de inovação. A própria Aveiro Tech Week é uma expressão dessa combinação entre academia, empresas, poder público e comunidade.
É esse ambiente que torna a cidade relevante para quem procura mais do que um endereço na Europa.
Procura-se conexão.
Procura-se talento.
Procura-se conhecimento.
E, sobretudo, procura-se um lugar onde seja possível transformar uma intenção de internacionalização em relações concretas.
O que esperar da Aveiro Tech Week 2026
A programação completa da edição de 2026 ainda será divulgada, mas a estrutura da Aveiro Tech Week mantém uma característica que se tornou parte da sua identidade: diferentes formatos para diferentes públicos.
Tech sessions, workshops, hackathons, exposições, educação, gaming e cultura fazem parte da programação do evento.
Entre as iniciativas já anunciadas estão dois hackathons: o Hackathon Tech Lab 2026, direcionado para a capacitação de estudantes do ensino secundário, e o Aveiro Tech City Hackathon, que desafia equipas multidisciplinares a desenvolver soluções para problemas concretos apresentados por diferentes entidades.
É uma combinação que diz muito sobre o modelo de inovação que Aveiro procura construir.
Não basta falar sobre o futuro.
É preciso colocar pessoas diferentes na mesma sala, apresentar problemas reais, testar ideias e criar condições para que uma conversa possa transformar-se em projeto, parceria ou negócio.
Mais informações sobre a programação e as inscrições serão divulgadas em breve.
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